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Quinta-feira, 30 de Julho de 2026

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Com 31 mil habitantes, Porto Belo movimenta R$ 2,5 bilhões em imóveis em seis meses

Com 2.850 unidades vendidas, Porto Belo, cidade do litoral norte de Santa Catarina, superou Curitiba, Itapema, Itajaí e Balneário Camboriú entre os municípios acompanhados pela Inteligência de Mercado DWV.

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Com pouco mais de 31 mil habitantes e crescimento populacional superior a 72% em pouco mais de uma década, Porto Belo, no litoral catarinense, alcançou uma escala imobiliária incomum para municípios de seu porte. No primeiro semestre de 2026, a cidade movimentou R$ 2,5 bilhões em imóveis novos e lançamentos, com 2.850 unidades vendidas, desempenho que a colocou na liderança entre os mercados acompanhados pela plataforma de Inteligência de Mercado DWV, à frente de Curitiba e de praças catarinenses consolidadas, como Itajaí, Itapema e Balneário Camboriú. Localizada às margens da BR-101, entre Itapema e Bombinhas, próxima aos aeroportos de Navegantes e Florianópolis, Porto Belo combina expansão urbana, turismo, qualidade de vida e acesso facilitado a alguns dos principais destinos do litoral de Santa Catarina.

No período, o tíquete médio vendido foi de R$ 875,7 mil, abaixo dos R$ 1,29 milhão de Itapema, R$ 1,63 milhão de Itajaí e R$ 4,32 milhões de Balneário Camboriú. A presença de unidades compactas ajuda a explicar essa diferença: os imóveis de um dormitório responderam por 1.541 vendas, mais da metade do total registrado no semestre.

Para Altair Agostinho Bartolomei Júnior, fundador da incorporadora Poti S/A, a cidade ingressa agora em uma etapa de maior maturidade. “Em 30 anos de atuação no litoral catarinense, vimos Porto Belo deixar um mercado predominantemente local e de veraneio para construir uma demanda própria, apoiada pelo crescimento populacional, pelo turismo e pela valorização de todo o corredor litorâneo. Esse movimento ampliou a liquidez, atraiu novos investidores e criou condições para que os imóveis bem localizados e alinhados à procura mantenham uma trajetória positiva de valorização. Ao mesmo tempo, o volume atual torna o comprador mais seletivo. Com mais de 15 mil unidades em oferta, o próximo ciclo não será definido apenas por quem lança mais, mas por quem interpreta melhor a demanda, planeja o produto e mantém capacidade financeira e operacional até a entrega. Nossa projeção é que imóveis com estas características alcancem valorização média de 20% nos próximos 12 meses”, analisa.

Embora o volume disponível seja expressivo, ele reúne imóveis novos e lançamentos em diferentes estágios de desenvolvimento e não representa apenas unidades prontas. A absorção de 2.850 imóveis em seis meses, com R$ 2,5 bilhões movimentados e velocidade sobre oferta de 16%, indica que a demanda permanece ativa. O valor médio do metro quadrado das unidades comercializadas chegou a R$ 14.712, 9,7% acima da média dos imóveis que continuavam disponíveis, sinal de que os compradores aceitaram pagar mais por determinados produtos, localizações e padrões construtivos. 

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Esse processo de amadurecimento do mercado já começa a se refletir na estrutura das incorporadoras que atuam na região. Presente há 30 anos em Itapema e Porto Belo, a Poti S/A iniciou uma nova etapa de fortalecimento interno para acompanhar a dimensão alcançada pelo setor. A construtora familiar reúne um portfólio econômico superior a R$ 5,2 bilhões, formado por 35 projetos verticais e horizontais, entre empreendimentos entregues, lançados e em obras, além de um landbank de 257 mil m². Recentemente, a empresa passou a reforçar a governança, revisar processos e ampliar a integração entre as áreas de desenvolvimento imobiliário, engenharia, finanças, comercial e relacionamento com clientes. 

“Empresas familiares carregam conhecimento da região, proximidade com o mercado e agilidade para decidir. Quando a operação ganha escala, essa experiência precisa ser traduzida em processos, responsabilidades e controles bem definidos. Na Poti, estamos estruturando cada área para que o crescimento do portfólio seja compatível com nossa capacidade de execução. Nosso objetivo é aumentar a previsibilidade em todas as etapas, da concepção do projeto à entrega ao cliente”, conclui Júnior.

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