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Terça-feira, 21 de Abril de 2026

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Empilhadeiras elétricas ganham espaço no agronegócio e na indústria de alimentos

Crescimento da demanda por soluções sustentáveis e seguras impulsiona eletrificação da movimentação de cargas em setores historicamente dominados por máquinas a combustão

Empilhadeiras elétricas ganham espaço no agronegócio e na indústria de alimentos
Foto: Divulgação/Tria Empilhadeiras
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 Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apontam que, no acumulado do primeiro trimestre de 2025, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 37,8 bilhões, representando um aumento de 2,1% em relação ao ano anterior, o maior valor já registrado para o período.
 

Diante de tal crescimento, especialistas alertam para o uso de empilhadeiras elétricas que também vem avançando de forma expressiva no segmento e na indústria de alimentos, impulsionado pela busca por soluções mais sustentáveis, silenciosas e adaptadas a ambientes sensíveis. De acordo com a Research and Markets, o mercado global de empilhadeiras elétricas deve ultrapassar US$ 97 bilhões até 2030, com destaque para a adoção em setores que exigem baixos índices de emissão e alta precisão operacional.
 

“Ambientes como armazéns de grãos, frigoríficos e fábricas de alimentos têm exigências muito específicas quanto à higiene, segurança e emissão de poluentes. Empilhadeiras elétricas atendem a essas necessidades com maior eficiência que os modelos a combustão”, explica Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras, marca de equipamentos para manuseio e transporte de cargas.
 

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Além da redução nas emissões de CO₂, os modelos elétricos proporcionam menor custo de manutenção e maior vida útil em ambientes controlados, conforme o porta-voz. Isso se reflete diretamente na produtividade das operações logísticas e industriais, uma vez que essas máquinas não emitem gases ou resíduos, o que é crucial em setores nos quais a contaminação precisa ser zero. “E, como não geram ruído excessivo, são ideais para turnos noturnos e áreas internas”, complementa Humberto.
 

Essas máquinas não emitem gases ou resíduos, o que é crucial em setores nos quais a contaminação precisa ser zero. E, como não geram ruído excessivo, são ideais para turnos noturnos e áreas internas”, complementa o executivo.
 

Na indústria de alimentos, por exemplo, há um movimento crescente de substituição de empilhadeiras a gás ou diesel por modelos elétricos. Isso vale especialmente para segmentos como laticínios, bebidas e produtos congelados. A substituição tem sido estimulada, inclusive, por auditorias e certificações internacionais de qualidade e sustentabilidade. Um relatório da P Market Research sobre empilhadeiras elétricas multidirecionais mostra que o setor de “food and beverage” - ou Alimentos e Bebidas - está entre os principais responsáveis pela adoção desses equipamentos.
 

No campo, o cenário também está mudando. Embora o agronegócio seja historicamente associado a máquinas robustas e movidas a combustíveis fósseis, muitas cooperativas e empresas de armazenagem já estão investindo em soluções elétricas para movimentação de grãos, fertilizantes e insumos. A Tria Empilhadeiras, inclusive, está acompanhando esse movimento dentro de seu portfólio com um cliente, que está entre os maiores exportadores de café do Brasil, e está trocando toda sua frota de empilhadeiras que antes era GLP. Na ocasião, a empresa já obteve 10 equipamentos e pretende comprar mais 10 até o final do ano.
 

“Outro fator que impulsiona essa transição é o avanço da tecnologia de baterias de íon-lítio, que permite maior autonomia e carregamento rápido. As baterias modernas exigem menos manutenção e têm ciclos de vida mais longos. Isso torna a operação mais eficiente e previsível, reduzindo o tempo de máquina parada”, diz o diretor da Tria.
 

Segundo dados da Associação Brasileira de Logística (Abralog), cerca de 35% das empresas do setor logístico já utilizam algum tipo de empilhadeira elétrica em sua frota, e esse número deve crescer nos próximos anos.
 

“O investimento inicial pode ser mais alto, mas o retorno vem em pouco tempo, tanto em economia operacional quanto em benefícios ambientais e reputacionais. E não podemos deixar de lado a questão sustentável com incentivo à descarbonização da indústria e exigências sanitárias mais rígidas. É uma transformação de mentalidade”, conclui Humberto Mello.

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Redação Brasília Geral -DF

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