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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026

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Filé congelado de tilápia abre novas oportunidades para a piscicultura brasileira no exterior

Durante a Seafood Show Latin America 2026, presidente da PEIXE BR destaca potencial de expansão das exportações e desafios para ampliar a competitividade do pescado nacional

Filé congelado de tilápia abre novas oportunidades para a piscicultura brasileira no exterior
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A expansão das exportações de filés congelados de tilápia pode representar uma nova etapa para a piscicultura brasileira. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros, que participou do painel “O mundo do pescado: desafios e oportunidades de polos produtivos globais”, durante a Seafood Show Latin America 2026. O encontro, realizado de 20 a 22 de outubro, em São Paulo, reúne representantes de diferentes mercados para discutir tendências, desafios e oportunidades da cadeia global de pescado. 

Atualmente, o Brasil ocupa a quarta posição entre os maiores produtores mundiais de tilápia e superou, em 2025, a marca de 1 milhão de toneladas de peixes de cultivo. Apesar do crescimento da atividade, a presença brasileira no comércio internacional ainda é considerada pequena diante do potencial produtivo do país. Segundo Medeiros, o avanço do consumo interno nos últimos anos contribuiu para que a indústria concentrasse seus esforços no mercado doméstico, enquanto as exportações passaram a receber maior atenção mais recentemente. 

Os Estados Unidos e o Canadá estão entre os principais destinos da tilápia brasileira, especialmente na forma de filé fresco, segmento em que o país conquistou espaço pela qualidade do produto, pela eficiência logística e pelos preços competitivos. Agora, o setor se prepara para ampliar sua atuação no comércio de filés congelados, com potencial para alcançar novos mercados consumidores. 

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“Estamos entrando em uma nova fase, voltada ao mercado internacional de filés congelados. Temos capacidade produtiva, tecnologia e escala, mas precisamos avançar na adequação dos protocolos de produção e processamento às exigências dos diferentes compradores”, destaca Medeiros. 

Competitividade e oportunidades 

Entre as vantagens competitivas da piscicultura brasileira estão a ampla disponibilidade de grãos utilizados na fabricação de rações, as condições climáticas favoráveis e a experiência acumulada pelo agronegócio nacional na produção de proteínas animais. De acordo com o presidente da PEIXE BR, a entrada de empresas com experiência nos setores de aves e suínos também contribuiu para acelerar a profissionalização da atividade, com investimentos em genética, equipamentos, processamento e automação industrial. 

Apesar desses avanços, o setor ainda enfrenta desafios para conquistar novos mercados. Entre eles estão os custos logísticos, as exigências sanitárias e a necessidade de adequação dos processos industriais aos padrões internacionais. O ambiente regulatório brasileiro também é apontado como um dos principais entraves, especialmente pela complexidade dos processos de licenciamento e pelos custos associados à produção. 

“A piscicultura é uma atividade relativamente jovem no Brasil e ainda passa por um processo de amadurecimento. Temos frigoríficos altamente automatizados e empresas que continuam investindo em tecnologia e eficiência. O desafio é criar condições para que toda essa capacidade se transforme em maior competitividade”, afirma. 

Para Medeiros, a combinação entre capacidade produtiva, tecnologia e investimentos cria condições favoráveis à expansão das exportações brasileiras. Ao mesmo tempo, o mercado interno mantém potencial de crescimento, considerando as oportunidades de ampliação do consumo de peixes de cultivo. 

Nesse cenário, a melhoria do ambiente regulatório e a adaptação às exigências dos compradores internacionais serão determinantes para transformar o potencial produtivo em maior participação no comércio global. 

“Acreditamos no potencial da piscicultura brasileira e na capacidade de nossos produtores e investidores. Os desafios regulatórios, sanitários e tecnológicos continuarão existindo, mas temos condições de avançar e ampliar nossa participação no mercado global, oferecendo uma proteína de qualidade e produzida com competitividade”, conclui. 

Sobre a PEIXE BR 

A PEIXE BR é uma associação que possui 12 anos de atuação no mercado de piscicultura, com forte representatividade no setor. Uma de suas missões é melhorar a competitividade do segmento e do ambiente regulatório da atividade no Brasil, promovendo o desenvolvimento da cadeia produtiva de forma sustentável e transparente. 

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