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Terça-feira, 14 de Julho de 2026

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Maximus projeta abater 110 mil bovinos em 2026 com modelo pioneiro de engorda terceirizada

Empresa opera três unidades no interior paulista e foi pioneira no Brasil na adoção da cobrança por matéria seca fornecida aos animais

Maximus projeta abater 110 mil bovinos em 2026 com modelo pioneiro de engorda terceirizada
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A Maximus Agronegócio projeta abater cerca de 110 mil animais em 2026, ultrapassando pela primeira vez a marca de 100 mil cabeças em um ano. A empresa atua com três unidades de confinamento localizadas em Sertãozinho, Clementina e Sales, todas no interior de São Paulo, e aposta em um modelo de engorda terceirizada baseado na cobrança por quilo de matéria seca fornecida aos animais.

A modalidade, introduzida no Brasil há quase dez anos pelo zootecnista e proprietário da empresa, Neto Sartor, é hoje o principal formato de contrato utilizado pela Maximus. Em 2025, 89,5% da prestação de serviço de engorda da companhia foi realizada com base no modelo de matéria seca, em vez das tradicionais cobranças por diária ou por arroba produzida.

A modalidade proposta se coloca como uma alternativa à resistência ainda presente na relação entre pecuaristas e o modelo de boitel: a insegurança sobre o custo-benefício da engorda, desempenho dos animais e regras comerciais para animais de diferentes padrões raciais que ingressarão no ciclo de engorda em confinamento. No modelo adotado pela Maximus, o produtor paga pelo alimento efetivamente fornecido ao seu lote, enquanto o resultado da operação é acompanhado a partir da eficiência de transformar alimento em carne.

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“Quando o confinamento cobra por diária, existem interesses conflitantes entre quem presta o serviço e quem coloca o animal no sistema. É sabido que os ganhos de peso (tanto vivo quanto em carcaça) são proporcionais ao consumo, ou seja, animais que consomem mais tendem a ganhar mais peso. Assim, no modelo de diária fixa, o produtor quer que o gado consuma o máximo possível, enquanto para o confinamento (nesse modelo) o objetivo é que os animais tenham o menor consumo possível desde que o resultado de ganho agrade o seu cliente, afinal, isso melhora o seu resultado financeiro. Na matéria seca, os dois lados têm o mesmo objetivo: maior consumo possível e a melhor eficiência em transformar kg de matéria seca em carcaça”, afirma Sartor.

Além de dar mais clareza à relação comercial, o formato reduz algumas interferências como o peso de entrada dos animais, a distância viajada ou as características raciais dos indivíduos que irão compor o lote. Em viagens mais longas, por exemplo, a perda de peso no transporte, comumente chamada de “quebra de viagem”, pode alterar significativamente o peso do lote no desembarque, mas esse fator não interfere nos custos de engorda desses animais.

Segundo o diretor da Maximus Agronegócio, Pablo Campos, a intenção é fazer com que a engorda terceirizada seja percebida pelo pecuarista como ferramenta de gestão e não apenas como uma alternativa temporária para falta de estrutura própria.

“O produtor deposita um patrimônio importante quando manda seus animais para um confinamento. Por isso, ele precisa entender exatamente a composição da conta, quais são as regras e qual resultado pode esperar. O boitel só se sustenta quando gera valor para o pecuarista”, afirma.

Modelo surgiu a partir de dificuldades do mercado

A origem da Maximus está diretamente ligada a essa necessidade de construir uma relação mais previsível entre confinamento e produtor. Antes de criar a empresa, Sartor atuava como consultor e enfrentava dificuldades para encontrar operações que recebessem os animais de seus clientes com regras claras, transparência comercial e condições adequadas para diferentes perfis de rebanho.

Na época, ele observava obstáculos recorrentes, como divergências sobre peso de entrada, impacto das viagens, critérios de cobrança e limitações para receber animais com características distintas. A partir dessa experiência, decidiu empreender e montar o seu próprio boitel para então servir ao mercado como uma alternativa que solucionava estes mesmos desafios. Após visitar uma operação de engorda terceirizada nos Estados Unidos, Neto se inspirou em um modelo semelhante e o adaptou à realidade brasileira, criando a cobrança por quilo de matéria seca fornecida aos animais.

A empresa iniciou suas atividades em 2017, em uma unidade arrendada no município de Sabino, também no interior paulista. Logo no início, prestou serviço de quarentena à exportação de gado vivo para dois navios que deixaram o Brasil pelo Porto de Santos, mas em março de 2018 a Maximus retornou ao planejamento inicial e redirecionou a estrutura para a engorda de bovinos.

Até o final daquele ano, a empresa abateu cerca de 20,3 mil animais. Em 2019, primeiro ano completo na operação de engorda, o volume avançou para aproximadamente 34,7 mil cabeças, seguidos de outros 43 mil animais em 2020. Em 2025, a operação encerrou o ano com 96.993 animais abatidos.

A expansão levou à formação da atual estrutura, composta pelas unidades de Sertãozinho, Clementina e Sales. A empresa agora trabalha na padronização de processos, no fortalecimento da gestão, da governança e na integração das operações para sustentar o próximo ciclo de crescimento.

Além da prestação de serviço de engorda, ao longo de sua história, a Maximus se especializou também em atender marcas especificas de carne com foco em volume, regularidade de fornecimento e padronização de carcaça.

A companhia também oferece antecipação de recebíveis para clientes com animais nas unidades.

Sobre a Maximus Agronegócio

A Maximus Agronegócio atua na engorda de bovinos próprios e de terceiros, com operações de confinamento em Sertãozinho, Clementina e Sales, no interior de São Paulo. A empresa desenvolve soluções de engorda terceirizada voltadas à eficiência produtiva, à previsibilidade comercial e ao atendimento de diferentes perfis de pecuaristas e demandas da indústria frigorífica.

Pioneira no Brasil na adoção do modelo de cobrança por matéria seca fornecida aos animais, a Maximus busca alinhar os interesses entre confinamento e produtor, com contratos baseados no fornecimento efetivo das dietas de engorda e no acompanhamento da eficiência em transformar quilo de matéria seca em quilo de carcaça nos animais.

Dentre os serviços disponibilizados aos clientes, vale destacar duas ferramentas: a possibilidade de “hedge” da produção, em que os parceiros podem realizar a venda futura dos animais desde a chegada ao confinamento; e a antecipação de recebíveis, em que cada pecuarista pode resgatar um valor proporcional ao número de animais enviados para as unidades da Maximus.

Mais informações:

Instagram @maximusagronegocio | LinkedIn: Neto Sartor

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