O Ministério Público do Estado de Goiás ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, sob a alegação de uso excessivo da estrutura de segurança pública estadual para sua proteção pessoal e de familiares. A ação também inclui Gracinha Caiado e o coronel Marco Aurélio Godinho.
Segundo a promotoria, aproximadamente 51 policiais militares estariam empregados na segurança do ex-governador e de seus familiares, gerando um custo mensal estimado em cerca de R$ 797 mil apenas com salários, sem considerar gratificações, diárias, funções comissionadas e outras despesas operacionais.
Na ação, o MPGO sustenta que houve desvio da finalidade da estrutura pública, uma vez que recursos do Estado estariam sendo utilizados para atender interesses privados durante um período de intensa atividade política e pré-eleitoral. A promotoria afirma que os fatos podem caracterizar ato de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito, lesão ao patrimônio público e violação aos princípios da administração pública.
Outro ponto questionado é uma portaria publicada pela Casa Militar logo após a saída de Caiado do Governo de Goiás. Segundo o Ministério Público, o ato ampliou o benefício da segurança oficial para familiares e autorizou uma estrutura considerada incompatível com os limites previstos na legislação estadual. A ação pede, entre outras medidas, a suspensão dos efeitos da portaria, a redução do efetivo de segurança ao limite legal e o ressarcimento dos valores eventualmente considerados irregulares.
Em manifestações anteriores sobre o tema, Ronaldo Caiado afirmou que a escolta oficial não representa privilégio, mas uma necessidade em razão de sua atuação no combate ao crime organizado durante o período em que governou Goiás. Até a publicação da ação, a defesa do ex-governador ainda não havia apresentado manifestação formal no processo, segundo as reportagens divulgadas.
O caso será analisado pelo Poder Judiciário, que decidirá se houve prática de improbidade administrativa e eventual responsabilidade dos envolvidos. Até decisão definitiva, todos os citados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.
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