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O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), tem conduzido uma série de iniciativas que consolidam uma nova fase para uma aviação civil brasileira mais inclusiva, acessível e socialmente responsável. Parte das ações, realizadas em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), universidades, concessionárias de aeroportos e companhias aéreas, integram o programa Asas para Todos, uma estratégia de governo que une diversidade, capacitação e sustentabilidade no setor aéreo. Entre os principais projetos em andamento está o Programa de Acolhimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que prevê a instalação de salas multissensoriais em aeroportos brasileiros. As primeiras unidades já funcionam em Florianópolis (SC), Vitória (ES), Congonhas (SP), Santos Dumont e Galeão (RJ), além de Recife (PE), Brasília (DF) e Maceió (AL). Outras sete novas serão entregues ainda neste ano, em capitais como Belém (PA), Fortaleza (CE) e Porto Alegre (RS). Esses espaços oferecem estímulos visuais, táteis e auditivos que favorecem o relaxamento e o bem-estar de passageiros neurodivergentes, além de ambientes tranquilos para momentos de crise. O projeto é fruto de uma parceria entre o MPor e a Casa Civil, no âmbito do programa Novo Viver sem Limites, do Governo Federal. “A aviação é um símbolo de conexão entre pessoas, regiões e oportunidades. Queremos que todos se sintam parte desse universo, com igualdade de acesso, respeito e acolhimento em cada aeroporto e voo do país”, afirma o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltando ainda a importância da integração entre os órgãos governamentais e outros setores para alcançar esses objetivos. Em outra frente, o MPor coordena o programa Aviação Acessível, desenvolvido com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que busca identificar barreiras enfrentadas por passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida. O projeto resultou na criação do Manual de Acessibilidade da Aviação Civil Brasileira e do Observatório da Acessibilidade, disponíveis na plataforma aviacaoacessivel.com. A iniciativa também originou o Prêmio de Acessibilidade e Inovação, que reconhece empresas e aeroportos com boas práticas no atendimento a passageiros com deficiência. Combate ao assédio Além disso, o programa Mulheres na Aviação busca ampliar a presença feminina em carreiras técnicas e de liderança no setor. Atualmente, apenas 3% dos pilotos e 2,4% dos profissionais de manutenção aeronáutica no Brasil são mulheres. O MPor e a Anac têm firmado acordos de cooperação e parcerias com universidades, empresas e entidades internacionais para reduzir essas desigualdades e fortalecer a participação feminina na aviação civil. Novas gerações Com apoio da Anac, o programa vem construindo um pacto entre governo, setor privado e sociedade para garantir que a aviação civil brasileira seja mais diversa, representativa e comprometida com os valores de inclusão e respeito. |
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