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Terça-feira, 06 de Outubro de 2026

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Com milhares de ataques cibernéticos por ano, cooperativas do agro entram no radar da LGPD

Registrando cerca de 39 mil ataques em 2025, setor é o terceiro mais visado por cibercriminosos no Brasil, atrás apenas da indústria e do governo. Em junho, ANPD abriu 19 novos processos administrativos sancionadores, a maior leva da história da agência

Com milhares de ataques cibernéticos por ano, cooperativas do agro entram no radar da LGPD
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O agronegócio brasileiro registrou 39.034 ataques cibernéticos em 2025, uma média de 3,2 mil tentativas de invasão por mês, segundo levantamento da empresa brasileira de cibersegurança ISH Tecnologia. O setor é o terceiro mais visado por cibercriminosos no Brasil, atrás apenas da indústria e do governo. Do total de ataques de ransomware registrados no país, modalidade em que criminosos bloqueiam sistemas e dados da vítima e exigem pagamento para liberar o acesso, 10% tiveram empresas do agro como alvo. 

Um dos fatores que ampliaram essa exposição é a digitalização acelerada do campo. Sensores inteligentes, drones, sistemas de irrigação conectados, plataformas de rastreabilidade e ERPs integrados tornaram as operações mais eficientes, mas também aumentaram os pontos de entrada para ataques. As cooperativas agropecuárias, que faturaram R$ 487,3 bilhões em 2025 segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro, concentram dados cadastrais, financeiros e fiscais de centenas ou milhares de produtores cooperados, e estão no centro dessa fragilidade. Na prática, muitas ainda utilizam sistemas que não oferecem recursos suficientes para rastrear quem acessa as informações, quais dados são consultados e em que momento. 

"A cooperativa acumula dados que vão do CPF do cooperado até o histórico de produção, crédito e tributação. Quando esse volume circula por sistemas sem controle de acesso auditável, qualquer incidente pode se transformar em um problema regulatório antes mesmo de se transformar em prejuízo financeiro", aponta Luis Carlos Crema, presidente da SOLTERRA SOLUÇÕES INTELIGENTES, desenvolvedora do ST7 COOP, o primeiro ERP do mundo construído para cooperativas do agronegócio, com painéis de monitoramento de segurança em ambiente local e em nuvem, operação em conformidade com a LGPD e registros auditáveis do ato cooperativo.

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Em junho de 2026, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu 19 novos processos administrativos sancionadores, a maior leva da história da agência, e passou a tratar dados financeiros e de crédito de cooperativas como prioridade no Mapa Temático e de Prioridades 2026-2027, ao lado de bancos, fintechs e seguradoras. As infrações mais autuadas incluem ausência de base legal para o tratamento de dados, vazamentos, falta de transparência com titulares e segurança da informação deficiente, com multas que podem chegar a 2% do faturamento, limitadas a R$ 50 milhões por infração.

Entre as obrigações previstas na legislação estão a manutenção de registros das operações de tratamento de dados, a elaboração de Relatório de Impacto à Proteção de Dados Pessoais, quando aplicável, e a indicação de um encarregado pelo tratamento de dados pessoais. O cumprimento dessas exigências faz parte das medidas de adequação às regras de proteção de dados, independentemente da ocorrência de um vazamento.

Para cooperativas que operam com sistemas genéricos, sem mecanismos nativos de rastreamento de acessos e monitoramento de segurança, a adequação à LGPD exige atenção também aos recursos tecnológicos utilizados na gestão dos dados. "Os dados do produtor rural não ficam só na fazenda. Eles circulam pela cooperativa, pelo sistema fiscal, pelo módulo de crédito. Sem controle sobre quem acessa o quê e quando, não há como demonstrar de forma adequada como esses dados estão sendo tratados", alerta Crema.

Sobre o ST7 COOP
O ST7 COOP é um sistema de gestão empresarial (ERP) desenvolvido pela Solterra Soluções Inteligentes para atender, de forma ativa, as necessidades das cooperativas do agronegócio. Com 27 módulos integrados, que cobrem contabilidade cooperativa, automação fiscal, CRM cooperativista, gestão de estoque, logística, comércio exterior, análise de crédito e inteligência artificial embarcada, o sistema foi construído em torno do ato cooperativo, mecanismo que rastreia a participação de cada associado nos resultados da cooperativa. Pode ser implantado em servidores próprios ou em nuvem, e é compatível com diferentes bancos de dados. A IA nativa do sistema, denominada IA-ST7, permite interação por voz, automação de compras e suporte ao planejamento estratégico.

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Jornalista - Kaísa Romagnoli -São Paulo/SP

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Jornalista - Kaísa Romagnoli -São Paulo/SP

Kaísa Romagnoli é jornalista com sólida experiência em comunicação estratégica e produção de conteúdo.

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