As eleições presidenciais de 2026 trouxeram novamente instabilidade ao cenário econômico brasileiro. A forte queda da Bolsa de Valores, a volatilidade do dólar e o recente aumento das taxas de financiamento imobiliário, anunciado pelo Bradesco, reacenderam o debate sobre a segurança dos investimentos e a proteção patrimonial.
Entretanto, a história do mercado imobiliário do litoral catarinense demonstra uma realidade que ultrapassa governos e ciclos econômicos. Ao longo das últimas décadas, cidades como Itapema, Porto Belo e Balneário Camboriú atravessaram crises financeiras, mudanças políticas, períodos de juros elevados e uma pandemia, consolidando-se entre os mercados imobiliários mais valorizados do Brasil.
Para Arthur Freitas Rasmussen, advogado, diretor comercial da Rosecon e diretor executivo da AG Santé Empreendimentos, essa trajetória demonstra a importância dos imóveis como parte de uma estratégia de preservação e valorização patrimonial.
“Já atravessamos governos de diferentes orientações políticas, crises econômicas e momentos de grande instabilidade. Enquanto o mercado financeiro reage diariamente às incertezas, o litoral catarinense construiu, ao longo de décadas, uma história consistente de valorização imobiliária. O imóvel bem localizado, adquirido com segurança jurídica e de incorporadoras sólidas, continua sendo uma importante alternativa de proteção patrimonial”, afirma Rasmussen.
O cenário de juros elevados, o aumento das recuperações judiciais em diferentes setores da economia, incluindo o agronegócio, e a maior cautela das instituições financeiras também reforçam a importância da diversificação dos investimentos e do planejamento patrimonial.
A experiência de empresas tradicionais, como a Rosecon, fundada em 1993 e presidida por José João da Silva, evidencia a capacidade de adaptação da construção civil às diferentes conjunturas econômicas brasileiras.
“São mais de 30 anos acompanhando o desenvolvimento do mercado imobiliário catarinense. Vivenciamos diferentes governos, planos econômicos, crises financeiras e momentos de grande incerteza. E o que aprendemos é que um mercado imobiliário sólido se constrói com credibilidade, responsabilidade e visão de longo prazo. Nossa região demonstrou, ao longo dessas décadas, uma extraordinária capacidade de superar dificuldades e continuar atraindo investidores que buscam segurança e valorização patrimonial”, destaca José João da Silva, presidente da Rosecon.
A força da construção civil regional
A trajetória de valorização do litoral catarinense também reflete a força das empresas da construção civil, responsáveis por investimentos, geração de empregos e transformação urbana. Mesmo diante dos desafios impostos pelo custo do crédito e pelas oscilações econômicas, o setor mantém um papel estratégico no desenvolvimento regional.
“O mercado imobiliário do litoral catarinense passa por ciclos de expansão, pico e contração, influenciados pelo crédito, pelos juros e pelo cenário econômico. Mas a Costa Esmeralda apresenta características próprias: oferta limitada em áreas valorizadas, atratividade turística, qualidade de vida e demanda por imóveis de alto padrão sustentam seu potencial de valorização no longo prazo”, explica Francisco Hasckel, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) Costa Esmeralda, que abrange os municípios de Itapema, Porto Belo e Bombinhas.
Ele acrescenta que, mesmo em períodos de juros elevados e maior cautela nas compras, o mercado não para.
“Ele se ajusta, seleciona oportunidades e diferencia bons ativos dos investimentos comuns. Mais do que acompanhar os ciclos, o segredo está em entender o momento e investir com visão de longo prazo.”
Patrimônio construído para o longo prazo
Além da valorização imobiliária, o atual cenário de mudanças econômicas e tributárias reforça a importância do planejamento jurídico, fiscal e sucessório na administração do patrimônio.
Para Rasmussen, a decisão de investir em imóveis deve considerar não apenas as condições momentâneas da economia, mas principalmente os fundamentos do mercado, a localização e a credibilidade das empresas responsáveis pelos empreendimentos.
“O patrimônio não se constrói olhando apenas para a próxima eleição ou para a próxima decisão sobre juros. Ele se constrói com visão de longo prazo. E o litoral catarinense já demonstrou, ao longo de diferentes ciclos econômicos, sua capacidade de gerar valor e atrair investidores de todo o Brasil”, conclui.
Em um país historicamente marcado por oscilações econômicas e políticas, a combinação entre localização privilegiada, empresas sólidas e planejamento patrimonial responsável continua sendo um dos principais diferenciais do mercado imobiliário da Costa Esmeralda e de Balneário Camboriú.
Comentários: