Com a aproximação do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, os livros entram na lista de opções de presentes. Mas como escolher uma história que desperte a curiosidade e a vontade de ler? Além da indicação de faixa etária, vale observar os assuntos que interessam à criança, sua familiaridade com os livros e as possibilidades de leitura compartilhada com um adulto.
Animais, aventuras, natureza, brincadeiras e situações do cotidiano podem servir como ponto de partida. Para uma criança que ainda lê pouco, conhecer suas preferências ajuda a encontrar uma história com a qual ela queira passar algum tempo, seja explorando as imagens, ouvindo a narrativa ou lendo por conta própria.
Isa Colli, jornalista e escritora a frente da editora Colli Books, explica que a faixa etária indicada pela editora é uma referência, mas não precisa ser o único critério. “A extensão do texto, o vocabulário, a organização das páginas e a relação entre palavras e ilustrações também merecem atenção. Um livro pode ser lido com autonomia por uma criança e, para outra, tornar-se uma experiência compartilhada com familiares”, explica.
Imagens também fazem parte da história
Na escolha do presente, vale folhear o livro e observar o que as ilustrações acrescentam à narrativa. Elas podem apresentar personagens, sugerir acontecimentos e convidar a criança a descobrir detalhes que vão além do texto.
Para quem ainda não lê sozinho, o adulto pode apresentar a história em voz alta, acolher perguntas e deixar espaço para comentários. O presente pode vir acompanhado desse convite: escolher um momento para ler juntos, sem pressa de chegar à última página.
Participar da escolha pode fazer parte do presente
Se houver oportunidade, levar a criança a uma livraria, biblioteca ou apresentar algumas opções de títulos permite conhecer suas preferências. Observar qual capa chama sua atenção, que personagem desperta perguntas ou qual história ela quer ouvir novamente pode ajudar na decisão.
Também vale evitar transformar o livro em uma tarefa logo após entregá-lo. Antes de pedir um resumo ou cobrar o término da leitura, a proposta pode ser simplesmente abrir espaço para que a criança explore a obra e descubra o que mais lhe interessa.
“Antes de escolher um livro, vale observar o que desperta a curiosidade da criança. Se ela gosta de animais, de desenhar ou de inventar aventuras, esses interesses podem ser uma porta de entrada para a leitura. A indicação de idade ajuda, mas também precisamos considerar a linguagem, as ilustrações e se ela vai ler sozinha ou acompanhada”, sugere a escritora e editora Isa Colli.
Para ela, o presente pode incluir um momento de convivência. “Ler junto, ouvir as perguntas e deixar a criança explorar as imagens são formas de tornar esse encontro com o livro prazeroso. Não é preciso cobrar que ela termine a história ou explique o que aprendeu. O primeiro convite é para descobrir, imaginar e se divertir.”
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