O aumento do endividamento no país tem acendido um alerta sobre o consumo desenfreado e a falta de planejamento financeiro. Em setembro de 2025, 71,86 milhões de brasileiros estavam com dívidas atrasadas, o que corresponde a 43,1% da população adulta, segundo levantamento da Pagou Fácil, plataforma da financeira Paschoalotto. O número representa alta de 8,91% em relação ao mesmo período do ano anterior, confirmando uma tendência de crescimento da inadimplência entre os consumidores.
De acordo com Rogério Zorzetto, especialista em varejo e CEO da Prioridade 10, maior rede de lojas do Sul do país, o endividamento tem relação direta com a falta de controle nas compras cotidianas. “Muitas pessoas perdem a noção do quanto gastam no dia a dia. O uso excessivo do cartão de crédito e a ausência de um orçamento mensal claro acabam comprometendo o equilíbrio financeiro”, afirma.
Zorzetto destaca que o acúmulo de dívidas não acontece apenas por grandes investimentos, mas principalmente pelos pequenos gastos frequentes. Um café aqui, uma entrega ali, uma compra online aparentemente inofensiva — e a soma de tudo isso acaba pesando no fim do mês. “Esses valores parecem insignificantes isoladamente, porém, quando somados, representam uma parcela considerável da fatura”, observa o especialista.
Outro ponto que exige atenção é o hábito de investir altos valores em produtos que poderiam ser encontrados por preços mais acessíveis. O consumidor, muitas vezes, paga mais por impulso ou por não pesquisar alternativas. “O mercado oferece boas opções de qualidade com preços justos. A compra inteligente passa por comparar valores e entender a real necessidade do item antes de adquiri-lo”, reforça Zorzetto.
Manter as finanças sob controle exige método e constância. O primeiro passo, segundo Zorzetto, é organizar o orçamento pessoal e separar o que é essencial do que pode ser adiado. “Registrar todas as despesas, por menores que sejam, é uma boa forma de enxergar para onde o dinheiro está indo e identificar onde é possível economizar”, aconselha.
O especialista recomenda definir um limite de gastos mensais, tanto para despesas fixas quanto para as variáveis, e criar o hábito de reservar uma parte da renda para imprevistos. “Mesmo um valor pequeno já faz diferença quando surge uma emergência. Essa reserva evita o uso de crédito e ajuda a manter as contas em dia”, explica.
Além do controle, Zorzetto sugere revisar as compras impulsivas e adotar uma postura mais consciente diante das promoções. “A decisão de compra deve ser racional. Se o produto não é necessário e o preço não cabe no orçamento, o melhor é esperar. Planejamento é o que separa o consumo saudável do endividamento”, conclui.
Segunda renda é uma alternativa
Para quem deseja melhorar a saúde financeira, buscar uma segunda fonte de renda pode ser uma boa saída. O investimento em franquias tem se mostrado uma opção interessante para quem quer empreender com segurança e retorno previsível.
No setor de varejo, o modelo de negócios da Prioridade 10 é um exemplo de sucesso. Com a proposta de oferecer produtos variados por até R$30, a rede registrou faturamento de R$ 34,4 milhões somente no primeiro trimestre de 2025, consolidando-se como uma das principais marcas populares da região Sul.
Zorzetto explica que o segredo está na combinação entre preço justo e volume de vendas. “Empreender em um formato de baixo custo e alta rotatividade permite ao franqueado equilibrar margens e atrair consumidores de diferentes perfis. É uma alternativa real para quem busca complementar a renda e construir estabilidade financeira”, destaca.
Sobre a Prioridade 10
A Prioridade 10, fundada em 2014, é uma rede de franquias de lojas especializada em oferecer produtos de qualidade por preços acessíveis que, em 2024, obteve um faturamento de R$ 250 milhões. Com uma variedade de produtos que vão desde itens como: vestuário, brinquedos, presentes e produtos sazonais, a marca é uma excelente opção para investir o capital e tornar-se um empreendedor de sucesso.
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