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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026

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Na creator economy, até as agências precisam agir como creators

Especialistas apontam cinco estratégias que ajudam empresas da creator economy a construir audiência e relevância nas redes sociais

Na creator economy, até as agências precisam agir como creators
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Durante anos, as agências de marketing de influência concentraram seus esforços exclusivamente em construir a relevância digital de marcas e creators. Agora, uma nova estratégia ganha pulso no mercado: as próprias agências passaram a investir na construção de sua própria audiência, autoridade e engajamento nas redes sociais. 

Este movimento acompanha, inclusive, o amadurecimento da creator economy no Brasil, uma vez que o país é atualmente o segundo maior mercado de influenciadores do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com o HypeAuditor. 

"Não faz sentido orientar creators e marcas sobre construção de audiência sem aplicar os mesmos princípios em casa. A presença digital deixou de ser vitrine institucional para virar ferramenta de vendas e relacionamento", avalia Ana Jacobs, CEO da Jacobs Comunicação — Nike, Grupo L'Oréal, Samsung, Grupo Boticário, Itaú, Renner e Natura no portfólio, e agora com operação também nos EUA.

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A eficácia dessa estratégia já se reflete em dados. Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (16) pelo analista Edu Prange, CEO da Zeeng - Social Media Benchmark, aponta a Jacobs entre as agências de comunicação mais engajadas do Instagram no Brasil no primeiro semestre de 2026. O ranking considerou a média de interações por publicação (curtidas e comentários, via API oficial do Instagram) entre 348 agências brasileiras analisadas, no período de janeiro a junho de 2026. 

Mas o que as agências podem aprender com esse movimento?

A partir do próprio case que levou a agência ao topo do engajamento orgânico, os especialistas da Jacobs Comunicação mapearam cinco estratégias fundamentais para estruturar a presença digital de uma marca corporativa com foco em negócios. Veja só: 

1. Mostrar bastidores gera conexão
Esqueça as publicações frias apenas com logos de campanhas ou resultados estáticos. No ambiente B2B, quem está do outro lado da tela se conecta com os processos de criação, os bastidores operacionais, os desafios de produção e os aprendizados concretos do cotidiano da agência. 

Além de ser um conteúdo fácil de produzir, aproxima a audiência com seu toque humanizado e, assim, ajuda a validar a autenticidade da empresa. 

2. A liderança também precisa produzir conteúdo
Perfis corporativos mantêm sua importância institucional, mas as pessoas fecham negócios com pessoas. Por isso, vale nutrir perfis de fundadores e executivos que possuem bom engajamento nas redes com suas opiniões, experiências de gestão e análises de mercado.

Ana Jacobs, por exemplo, utiliza seu perfil próprio com mais de 50 mil seguidores para debater tendências e manter o público conectado de forma dinâmica com o backstage e as novidades de sua agência. 

3. Autoridade é consequência da consistência
Na creator economy, a presença constante nas redes tende a ser mais valiosa do que viralizações pontuais. Manter um planejamento semanal de conteúdo para o Instagram fortalece o relacionamento com o seguidor e, consequentemente, a relação de confiança com potenciais parceiros ao longo do tempo. 

4. Comunidade vale mais do que alcance
Há tempos que a contagem de seguidores deixou de ser a métrica mais importante. Um caminho que funciona, portanto, é a geração de debates pertinentes no segmento, publicações que explicam tendências e estratégias ou conteúdos base que gerem identificação com quem te segue. 

5. Conteúdo também é desenvolvimento de negócios
Estamos na era da tecnologia, mas ainda existem empresários que subestimam o potencial das redes. O problema é que, com este simples impasse, eles podem estar perdendo uma ferramenta de atração de clientes, creators e oportunidades comerciais. 

Isso porque, assim como funciona para os influenciadores, as agências também chamam a atenção de marcas através de um bom carrossel ou um reels que explique o potencial do seu casting de forma dinâmica, por exemplo. 

“Ter esse sexto sentido de que os negócios fluem muito melhor quando nos posicionamos ativamente no nosso próprio espaço de atuação — as redes sociais — é o primeiro passo para o fechamento de contratos que antes pareciam inacessíveis”, conclui Jessica Vieira, gerente comercial da Jacobs e especialista em Planejamento de Campanhas, CX (Customer Experience) e Marketing de Influência. 

E, para as empresas que desejam permanecer relevantes nesse cenário, nutrir as redes com a mesma frequência e dedicação de um influenciador talvez já não seja mais uma opção, mas uma necessidade.

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Jornalista - Kaísa Romagnoli -São Paulo/SP

Publicado por:

Jornalista - Kaísa Romagnoli -São Paulo/SP

Kaísa Romagnoli é jornalista com sólida experiência em comunicação estratégica e produção de conteúdo.

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