Quando renovar a cozinha não cabe no orçamento, a mudança pode começar pela bancada. Itens como taças, xícaras, bombonieres e centros de mesa passaram a integrar as escolhas de consumidores que buscam atualizar a casa sem recorrer a grandes intervenções.
A mudança acompanha um comportamento cada vez mais presente no consumo para casa: em vez de concentrar os gastos em móveis, revestimentos ou alterações estruturais, o consumidor encontra nos pequenos objetos uma forma de atualizar os ambientes aos poucos.
Para Rogério Zorzetto, CEO da Prioridade 10, rede de varejo especializada em decoração e utilidades, os acessórios também permitem acompanhar diferentes momentos da rotina. “Existe uma oportunidade de renovar a casa de maneira progressiva, escolhendo produtos que tenham utilidade no dia a dia e que também contribuam para a apresentação do ambiente. Isso facilita mudanças de composição sem que o consumidor precise substituir tudo de uma vez”, afirma.
Por onde começar?
O primeiro passo para transformar a cozinha está na organização. Organizadores e potes de vidro ajudam a concentrar produtos e utensílios, reduzindo a sensação de excesso sobre bancadas e prateleiras. Os modelos com tampa de madeira ainda acrescentam textura à composição e funcionam como elementos que combinam armazenamento e decoração.
A partir dessa base, objetos como peças de cerâmica, bombonieres e vasos conseguem ganhar mais destaque. A escolha de itens com diferentes formatos e alturas cria pontos de interesse sem exigir uma mudança estrutural no ambiente.
“O consumidor passou a olhar para os produtos para casa também pela capacidade de compor. Uma peça não precisa cumprir apenas uma função decorativa ou utilitária: ela pode participar das duas experiências e ainda ser combinada com outros itens que já estão na casa”, explica Zorzetto.
Organização e funcionalidade entram na composição
A mesma lógica chega à mesa. Taças, xícaras e canecas, normalmente associadas ao uso cotidiano, também participam da apresentação quando são dispostas de forma coordenada. Peças de cerâmica podem complementar a composição, enquanto bombonieres funcionam como recipientes para doces e pequenos alimentos em momentos de café ou recepção.
A proposta do chamado “luxo acessível” está justamente na possibilidade de produzir uma mudança visual a partir de objetos de menor escala. Em vez de buscar uma transformação completa, a composição passa a ser construída com escolhas pontuais e compatíveis com diferentes orçamentos.
Segundo Rogerio, a combinação entre estética e praticidade influencia a escolha desses produtos. “Quando o item consegue permanecer útil depois de uma ocasião específica, ele ganha mais relevância para o consumidor. Uma taça, uma caneca ou um pote bem escolhido continua fazendo parte da rotina, enquanto também ajuda a construir uma apresentação mais cuidadosa quando a casa recebe visitas”, conclui.
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