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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026

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Franquias digitais ampliam a entrada de novos empreendedores no food service

Modelos enxutos e de baixo risco ajudam brasileiros a iniciarem negócios gastronômicos

Franquias digitais ampliam a entrada de novos empreendedores no food service
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O delivery já representa mais de 30% do faturamento total do food service no Brasil, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O avanço acelerado do consumo digital transformou não apenas o comportamento dos clientes, mas também o modelo de quem deseja empreender em alimentação.

Nesse novo cenário, as franquias digitais têm se consolidado como uma das principais portas de entrada para quem busca iniciar um negócio com investimento menor e maior previsibilidade operacional.

A mudança é significativa porque reduz barreiras históricas do setor. Abrir um restaurante tradicional costuma exigir capital elevado, estrutura física, equipe ampla e alto custo fixo. As franquias digitais e as operações 100% delivery surgem como alternativa mais leve. Sem salão, sem grandes reformas e com processos padronizados, o investimento inicial costuma ser consideravelmente menor. Enquanto operações presenciais podem ultrapassar facilmente milhares de reais, modelos digitais trabalham com faixas muito mais acessíveis e com capital de giro reduzido.

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Essa diferença impacta diretamente o tempo de retorno. Em modelos físicos, o payback costuma levar anos. Em operações digitais, o prazo pode ser encurtado quando há gestão eficiente, demanda local e suporte estruturado da franqueadora. O formato permite testar o negócio com menor exposição financeira, algo especialmente relevante em momentos de juros altos, inflação instável e perda de confiança do consumidor.

A experiência recente de novos franqueados confirma a tendência. Luiz Paulo Cypriano, 35 anos, engenheiro químico de formação, decidiu mudar de carreira após identificar o potencial de crescimento do delivery no Brasil. A possibilidade de entrar no setor sem os altos custos de um restaurante físico o levou ao sistema de franquias operado pela Tastefy. Com foco em produção enxuta e vendas via aplicativos, Luiz estruturou sua operação em ritmo acelerado e, com o suporte da franqueadora, conseguiu otimizar processos, operar com equipe reduzida e alcançar resultados acima do previsto,  incluindo faturamento de R$ 110 mil em apenas quatro dias durante um evento local. Hoje, ele avalia expandir para novas unidades.

Casos como o dele mostra como modelos digitais têm democratizado o acesso ao empreendedorismo gastronômico. A combinação de menor risco, estrutura simplificada e suporte contínuo torna possível que pessoas com diferentes perfis, desde profissionais em transição de carreira até jovens que buscam independência financeira, encontrem nesse formato um caminho viável para começar.

A tendência para os próximos anos indica que o setor continuará crescendo, impulsionado pela digitalização do consumo e pela busca por modelos mais econômicos e escaláveis. Para quem acompanha o universo de negócios e franquias, vale observar como esse movimento vem redesenhando o mapa do food service brasileiro e ampliando as oportunidades para novos empreendedores, especialmente em um país onde a capacidade de adaptação tem sido uma das principais forças do mercado.

 

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Jornalista - Kaísa Romagnoli -São Paulo/SP

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Jornalista - Kaísa Romagnoli -São Paulo/SP

Kaísa Romagnoli é jornalista com sólida experiência em comunicação estratégica e produção de conteúdo.

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