A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), se pronunciou publicamente sobre as denúncias de uma suposta espionagem realizada pela Polícia Civil do Estado contra integrantes da gestão do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Em vídeo divulgado nas redes sociais na noite de sábado (31), a chefe do Executivo estadual negou qualquer prática de perseguição política e criticou o que classificou como distorção do caso para fins eleitorais.
“Não existe por parte do governo de Pernambuco nenhuma orientação de perseguir quem quer que seja”, afirmou Raquel Lyra. Segundo ela, o assunto tem caráter técnico e estaria sendo explorado politicamente. “Transformaram um tema técnico em palco eleitoreiro”, completou.
Apesar da negativa, a governadora ressaltou que investigações podem ocorrer quando houver indícios concretos.
“Nada nem ninguém jamais deixará de ser investigado se houver indícios suficientes para isso”, declarou.
Investigação determinada pelo STF
A polêmica ganhou repercussão após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar na sexta-feira (30) que a Polícia
Federal apure um suposto monitoramento indevido feito pela Polícia Civil de Pernambuco.
De acordo com a decisão, dois servidores ligados à gestão do prefeito João Campos teriam sido alvos de acompanhamento irregular, o que levantou suspeitas de uso político da estrutura policial.
Com isso, a investigação sai da esfera estadual e passa a ser conduzida pela PF, órgão federal, garantindo maior independência no processo.
Clima político
O episódio acontece em meio ao acirramento do cenário político pernambucano, envolvendo dois dos principais grupos do estado: o governo estadual, comandado por Raquel Lyra, e a Prefeitura do Recife, liderada por João Campos.
A troca de acusações eleva a tensão entre as gestões e pode ter reflexos diretos no debate eleitoral dos próximos anos.
Enquanto a Polícia Federal inicia os trabalhos, a expectativa é de que o caso esclareça se houve abuso de autoridade ou se as ações seguiram critérios legais.
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