Porto de Galinhas, um dos destinos turísticos mais famosos do Brasil, voltou ao centro das atenções nacionais — desta vez, de forma negativa. A Prefeitura de Ipojuca anunciou a suspensão das atividades da barraca onde dois turistas de Mato Grosso foram espancados na praia, no Litoral Sul de Pernambuco. O estabelecimento permanecerá interditado por uma semana.
Além da interdição temporária, os funcionários envolvidos no episódio foram afastados de forma preventiva, até a conclusão das investigações. As vítimas, Jhonny Andrade e Cleiton Zanatta, relataram que foram agredidas após se recusarem a pagar um aumento indevido no valor previamente acordado para o aluguel de cadeiras e guarda-sol.
De acordo com a Polícia Civil, ao menos 14 pessoas já foram identificadas como envolvidas na ocorrência, que gerou grande repercussão nas redes sociais e provocou críticas à falta de fiscalização e segurança em um dos principais cartões-postais do Nordeste.
Segundo a prefeitura, o fechamento da barraca integra um conjunto de ações administrativas “para garantir a apuração dos fatos e a preservação da ordem pública”. Procurada pela reportagem, a proprietária do estabelecimento, Maura Santos, informou que não irá comentar a decisão.
Medidas emergenciais anunciadas
- Ainda conforme a gestão municipal, foram adotadas medidas emergenciais, entre elas:
- Reforço da fiscalização na orla, com ampliação do efetivo da Guarda Municipal e da Secretaria de Meio Ambiente;
- Afastamento imediato e preventivo dos garçons e atendentes envolvidos na agressão;
- Intensificação das ações contra práticas irregulares, como venda casada e exigência de consumação mínima;
- Fiscalização rigorosa do Código de Defesa do Consumidor;
- Combate à atuação de pessoas em situação irregular, como “flanelinhas”.
Entenda o caso
Segundo o relato dos empresários Jhonny Andrade e Cleiton Zanatta, que estavam de férias em Porto de Galinhas, o aluguel de duas cadeiras e um guarda-sol foi inicialmente oferecido por R$ 50. No momento do pagamento, o valor teria sido elevado para R$ 80, o que deu início à discussão.
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A gente chegou na praia, e um rapaz nos ofereceu o serviço da barraca, duas cadeiras e guarda-sol, por R$ 50. Na hora de pagar, ele nos cobrou R$ 80. Eu falei: ‘Cara, não é justo, eu vou te pagar os R$ 50’. Ele disse: ‘Não, você vai me pagar os 80’”, relatou uma das vítimas em vídeo publicado nas redes sociais.
O episódio reacendeu o debate sobre a exploração de turistas, a desordem na orla e a omissão do poder público, que só passou a agir após a violência ganhar repercussão nacional. Para muitos visitantes, Porto de Galinhas, antes símbolo de tranquilidade e beleza natural, tem se transformado em um verdadeiro pesadelo, colocando em risco a imagem do turismo pernambucano.
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