O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), anunciou o resultado da banca de um concurso público da Casa legislativa de uma forma inusitada.
Em seu perfil no Instagram, Peixoto publicou um vídeo em que simula estar sendo torturado por um algoz, que aparece com uma balaclava escondendo o rosto e mergulha a cabeça do deputado, de mãos atadas, em um tonel cheio de água.
"Você tem informação do concurso público?", pergunta o homem de camiseta branca para o deputado. "Já falei que não", diz antes de ter a cabeça mergulhada. Depois de repetir a ação, Peixoto fala: "Tá bom, eu quero informar a todos que a vencedora do certame concurso público Assembleia Legislativa 2025 (é a) Fundação Getúlio Vargas (FGV). Beijo no coração, conta com a gente."
O vídeo publicado neste domingo, 31, tem mais de 4,4 mil curtidas, 2,8 mil envios e pouco mais de mil comentários nesta segunda-feira, 1º. Entre eles, há quem defendeu o deputado, e aqueles que questionaram o "tom humorístico" usado por Peixoto.
"Ele podia ter imitado o pastor da peruca! Ia ter mais like ainda! Agora a banalização da violência por autoridade pública é vil. É perverso. Agentes públicos deveriam promover imagens de paz, fazer humor com criatividade sem precisar apelar. Fazer piada com tortura?", questionou uma seguidora.
Outro se declarou eleitor de Peixoto, mas classificou a comunicação como "deplorável". "Eu sou seu eleitor sempre!!! Mas achei deplorável, o senhor é diferenciado, não precisa disso. Não queira seguir o prefeito nos seus vídeos. Foi de mal gosto!!! Mas sou seu eleitor sempre!!!! Por favor, repense antes de postar um vídeo de mal gosto, como esse. Tamo juntos... sempre.",
Tortura durante a Ditadura Militar (1964–1985)
Após o golpe militar de 31 de março de 1964, os militares assumiram o poder e estabeleceram um regime autoritário.
Nesse período, milhares de pessoas consideradas opositoras ao regime — estudantes, sindicalistas, artistas, jornalistas, políticos e militantes de esquerda — foram perseguidas, presas, torturadas e, em muitos casos, assassinadas ou desaparecidas.
A tortura era usada como método sistemático de repressão política. Práticas comuns incluíam choques elétricos, afogamentos simulados, espancamentos, abusos sexuais, entre outras.
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