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Terça-feira, 22 de Setembro de 2026

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Você sabe como funcionam os créditos da Reforma Tributária? Eles podem definir quem paga menos imposto no Brasil

Com a Reforma Tributária em fase de testes, contabilista alerta que a incapacidade de rastrear créditos fiscais pode reduzir margens de lucro e elevar preços para empresas que não se adequarem ao novo modelo.

Você sabe como funcionam os créditos da Reforma Tributária? Eles podem definir quem paga menos imposto no Brasil
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Março, 2026 — Com a fase de testes da Reforma Tributária em 2026 e no Senado, a incapacidade de rastrear créditos fiscais poderá encarecer as operações no Brasil. O atraso de empresas em se adaptar ao novo modelo acende um alerta para riscos com impacto direto no caixa durante a atual transição para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

A lógica do sistema em implementação exige não cumulatividade plena, onde o crédito passa a ter natureza financeira e não mais apenas fiscal. Ou seja, as empresas descontam o imposto efetivamente pago na compra de insumos ao longo da cadeia produtiva. Em decorrência disso, quem opera com fornecedores irregulares ou falhas no registro de notas fiscais perdem o direito ao repasse. 

"Duas companhias do mesmo setor e com faturamento idêntico recolherão volumes diferentes de tributos a partir do seu nível de compliance fiscal. Por isso, a contabilidade virou o núcleo da precificação. Quem não rastrear os créditos da cadeia de fornecimento vai absorver o imposto na margem de lucro e encarecer a mercadoria para o consumidor", afirma Fábio Edelberg, CEO da Navecon, que realiza gestão contábil e planejamento tributário de mais de 1.300 CNPJs da indústria e comércio. 

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Um levantamento recente da plataforma Gestão Click apontou que apenas 8,5% das empresas iniciaram adaptações operacionais para o novo modelo. 

“Muitas companhias ainda não perceberam que a nova lógica pode alterar diretamente o custo das operações. A lentidão corporativa na revisão de contratos e na adequação de sistemas de faturamento se converte em perda financeira imediata para o setor produtivo”, alerta o CEO da Navecon. 

Entenda o novo modelo tributário e os créditos fiscais

A transição de 2026 ao novo modelo tributário exige o recolhimento de uma alíquota teste de 1%, dividida em 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. 

A partir de 2027, empresas poderão descontar parte dos tributos pagos em compras de insumos, serviços e mercadorias. "Uma indústria que compra matéria-prima de fornecedores regularizados e registra corretamente todas as operações fiscais pode descontar esses tributos na etapa seguinte da cadeia. Já uma empresa que mantém parte das compras fora do sistema ou opera com fornecedores irregulares tende a perder esses créditos e, na prática, pagar mais imposto sobre a mesma operação” exemplifica o executivo da Navecon.

O objetivo do modelo é reduzir o chamado efeito cascata, quando impostos são cobrados repetidamente ao longo da cadeia econômica. O acesso a esses créditos, porém, dependerá da organização fiscal das empresas e da regularidade das operações registradas. A transição para o novo sistema é até 2033. Para Edelberg, esse é um momento decisivo para a revisão de processos fiscais e organização das informações contábeis.

“A reforma muda a lógica do sistema. Empresas que se organizarem antes da implementação terão mais previsibilidade para operar e tomar decisões estratégicas”, conclui.

Sobre a Navecon

Fundada em 2013, a Navecon é uma empresa focada em gestão e inteligência contábil, financeira, patrimonial e tributária, com sede no estado de Santa Catarina, e atuação em todo o território nacional. A companhia atende atualmente mais de 1.350 CNPJs, com presença relevante em segmentos como indústria, comércio, e-commerce, logística e distribuição. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como uma parceira estratégica para empresas que buscam maior eficiência na gestão de seus recursos e maior segurança nas decisões empresariais.

Mais informações: https://navecon.net.br/

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