O júri simulado realizado no dia 14 de novembro pelos alunos de Direito da Faculdade Presbiteriana Mackenzie (FPM) Rio teve como ponto de partida um caso real e complexo de violência: uma mulher que sofreu sete facadas e um homem mantido em cárcere privado, submetido a agressões como socos e golpes com um taco de beisebol. A proposta era instigar os estudantes a analisar as circunstâncias, compreender a dinâmica dos fatos e identificar, a partir das provas, quem assumia a posição de vítima e quem de agressor. A atividade ocorreu no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e reproduziu todas as etapas de um julgamento.
Sob a condução da juíza Elizabeth Machado Louro e a supervisão do coordenador do Núcleo de Práticas Jurídicas, Leandro Antunes, além das professoras Beatriz Abraão e Isabelli Gravatá, os estudantes desempenharam as funções essenciais ao Tribunal do Júri: réu, vítima, jurados, Ministério Público, Defensoria Pública e até a escolta policial. O exercício buscou aproximar os alunos da realidade da prática jurídica, estimulando competências como argumentação, oratória, análise crítica e tomada de decisão.
A aluna Caroline Escardim de Oliveira, do 9º período, interpretou a vítima e relatou como foi participar pela primeira vez do júri simulado. “Foi uma sensação muito boa, porque nós, como alunos de Direito, estamos sempre do outro lado, seja na acusação ou na defesa, e nunca sentimos na pele o que é ser uma vítima ou um réu. Então foi uma oportunidade especial. Além disso, quero trabalhar na área criminal e foi muito interessante estar neste ambiente”, afirmou.
Ao final, os jurados realizaram a votação, e a magistrada proferiu a sentença, condenando o réu pelo delito previsto no artigo 129, parágrafo nono, do Código Penal (lesão corporal). A sessão, iniciada às 11h, foi encerrada às 16h, com todos os atos registrados eletronicamente pela equipe de secretaria. A juíza Elizabeth Machado Louro agradeceu a participação dos jurados e encerrou os trabalhos.
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