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Terça-feira, 21 de Julho de 2026

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De olho nos EUA: por que agências brasileiras de marketing de influência miram expansão de negócios pros EUA

Com um mercado projetado em US$ 44 bilhões em 2026, o mercado norte-americano se torna alvo estratégico para empresas brasileiras da creator economy

De olho nos EUA: por que agências brasileiras de marketing de influência miram expansão de negócios pros EUA
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Os Estados Unidos sempre foram uma referência para a creator economy global, isso é fato. O que ainda passa despercebido pelo olhar de muitos empresários do setor é que, nos últimos anos, o país passou a ocupar também um papel estratégico para empresas brasileiras que atuam no setor.

A explicação envolve uma combinação de fatores: a dimensão e a solidez do mercado norte-americano, o amadurecimento da creator economy brasileira e a crescente demanda por campanhas capazes de conectar diferentes audiências e mercados.

Um dos exemplos mais recentes desse movimento é a Jacobs Comunicação, agência brasileira especializada em moda, beleza e lifestyle, que fundou a Jacobs USA, operação desde janeiro deste ano. Agora, o novo braço da empresa dá seus primeiros passos com um casting de creators já parceiras de marcas globais, como Nike, L’Oreal, Budweiser, M.A.C, Maybelline e outras. 

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O caso ajuda a ilustrar as três principais razões que explicam por que algumas agências brasileiras deveriam mirar o mercado mais competitivo do mundo em 2026. Veja só: 

1. Um mercado de US$ 44 bilhões
O primeiro fator é econômico. Os investimentos em marketing de influência nos Estados Unidos devem atingir US$ 44 bilhões em 2026, um crescimento de 18% em relação aos US$ 37,1 bilhões movimentados em 2025, de acordo com o Creator Economy Ad Spend & Strategy Report 2025, do Interactive Advertising Bureau (IAB). 

Além do volume de investimentos, não é segredo para ninguém que os EUA concentram algumas das maiores marcas anunciantes do mundo e continuam sendo um dos principais polos de inovação em plataformas digitais, creator economy e branded content.

2. O know-how brasileiro em gerar identificação
Enquanto as coisas caminhavam lá fora, o Brasil foi conquistando, mesmo que em outra velocidade, seu espaço no segmento. Não à toa, o país é considerado o segundo maior mercado de influenciadores do mundo atualmente, atrás apenas dos próprios EUA, segundo dados recentes da HypeAuditor.

Mas não somente: o mercado brasileiro também vem desenvolvendo uma particularidade de criar conexão emocional (o famoso rapport) a partir de narrativas que geram identificação no público e, assim, alcançar métricas de engajamento orgânico que superam as de campanhas tradicionais — sendo esta uma característica já muito valorizada lá fora e que outros países ainda patinam para replicar.

E no universo da moda, uma das áreas de atuação da Jacobs, estudos confirmam esse cenário. Prova disso é que, no norte da América, a conexão emocional já é apontada como o principal fator de desejo por uma marca de luxo, à frente até de critérios tradicionais como herança e qualidade de fabricação, afirma a pesquisa do The Business of Fashion em parceria com a consultoria McKinsey & Company. 

Portanto, levar essa expertise em engajamento e construção de comunidade para outros mercados pode ser uma das principais moedas de troca das agências brasileiras nessa corrida por resultados que conseguem ir além das métricas de alcance.

3. A busca por conexões entre mercados
Com tendências circulando pelas redes sociais em uma velocidade dificil de acompanhar, cresce o interesse por influenciadores e agências que consigam conversar com diferentes países e culturas.

No segmento de beleza, por exemplo, uma marca de skincare norte-americana pode lançar um produto com sensação refrescante, pensado para o verão. Para testar a fórmula antes da estreia nos Estados Unidos, ela pode contar com uma creator brasileira, que já tem familiaridade com esse tipo de produto, já comum no Brasil por causa do clima tropical. 

E esse é o objetivo da Jacobs USA, conectar influenciadores residentes, mas em sua maioria brasileiros, com marcas globais, como Nike, Vichy, Budweiser, L’Oreal, M.A.C e Maybelline.

"Hoje vemos marcas buscando criadores que consigam dialogar com públicos diversos, e creators interessados em ampliar sua atuação para além dos seus mercados de origem. A influência se tornou muito menos local do que era alguns anos atrás", diz Ana Jacobs, CEO da Jacobs Comunicação.

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Jornalista - Kaísa Romagnoli -São Paulo/SP

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Jornalista - Kaísa Romagnoli -São Paulo/SP

Kaísa Romagnoli é jornalista com sólida experiência em comunicação estratégica e produção de conteúdo.

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