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Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

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Empreendedores descobrem nas franquias de seguros uma porta de entrada para o mercado financeiro

Com crescimento do franchising no Brasil, modelos de baixo investimento atraem profissionais em busca de negócios estruturados

Empreendedores descobrem nas franquias de seguros uma porta de entrada para o mercado financeiro
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O mercado de franquias segue em expansão no Brasil e tem atraído cada vez mais profissionais que desejam empreender com um modelo de negócio já testado, marca estruturada e suporte operacional. Dentro desse cenário, as franquias de baixo investimento, também chamadas de microfranquias em muitos casos, vêm se consolidando como uma das principais portas de entrada para quem busca sair do emprego tradicional ou diversificar a renda com mais segurança. Dados da Associação Brasileira de Franchising mostram que o setor faturou R$ 273 bilhões em 2024, alta de 13,5% sobre o ano anterior, e a projeção da entidade para 2025 era de crescimento entre 8% e 10%. No primeiro trimestre de 2025, o franchising já avançava 8,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse avanço ajuda a explicar por que modelos mais acessíveis têm chamado atenção de profissionais liberais, executivos em transição de carreira, trabalhadores que desejam empreender e até investidores iniciantes. Segundo o Sebrae, as microfranquias se destacam justamente por exigir aporte inicial mais baixo, operar com estrutura mais enxuta e oferecer suporte da franqueadora em áreas como treinamento, gestão, marketing e padronização dos processos. A ABF considera microfranquias os modelos com investimento inicial de até R$ 105 mil. O Sebrae também aponta que o investimento médio nesse segmento costuma variar entre R$ 43 mil e R$ 55 mil, enquanto as faixas mais procuradas no mercado são as de até R$ 100 mil, que concentram a maior parte das buscas.

Na prática, o crescimento desse segmento está ligado a uma mudança no perfil do empreendedor brasileiro. Em vez de iniciar um negócio do zero, muitos profissionais têm preferido entrar em operações que já contam com marca reconhecida, modelo validado e plano de expansão definido. Esse formato reduz parte das incertezas comuns ao empreendedorismo independente, embora não elimine riscos. O apelo é ainda maior em um momento em que o mercado valoriza agilidade, custos controlados e possibilidade de atuação em formatos flexíveis, inclusive home office, digital ou com baixa necessidade de ponto comercial. A própria ABF destacou em 2025 a força de microfranquias, franquias digitais e modelos inovadores como tendências visíveis no setor.

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Outro fator decisivo para a expansão das franquias de menor porte é a diversidade de áreas em que elas atuam. O franchising brasileiro deixou de ser concentrado apenas em alimentação e varejo físico e passou a incorporar com mais intensidade segmentos como serviços financeiros, gestão de pessoas, saúde, beleza, educação, tecnologia, logística, pet, limpeza, marketplaces e soluções voltadas ao cotidiano do consumidor. Essa ampliação de nichos permite que profissionais escolham operações mais alinhadas à própria experiência, ao capital disponível e ao perfil da região onde pretendem atuar.

O ranking das maiores microfranquias divulgado pela ABF também mostra que esse mercado não é apenas uma tendência passageira, mas um braço relevante da expansão das redes no país. Na edição publicada em fevereiro de 2025, marcas ligadas a alimentação e serviços apareceram entre os principais destaques em número de operações, reforçando que o formato de baixo investimento pode ganhar escala e alcançar presença nacional.

Especialistas do setor, no entanto, alertam que investir em uma franquia barata não significa entrar em um negócio automaticamente simples ou garantido. O suporte da franqueadora, a força da marca, a transparência da Circular de Oferta de Franquia, os custos recorrentes, o prazo de retorno e o nível de dedicação exigido do franqueado precisam ser analisados com cuidado. O Sebrae reforça que o sistema de franquias pode ser uma alternativa interessante para empreender, mas a decisão exige planejamento, leitura atenta do contrato e avaliação realista do mercado local.

Com o franchising brasileiro mantendo trajetória de crescimento e superando a marca dos R$ 300 bilhões em 2025, segundo destaque da própria ABF em março de 2026, a tendência é de que as franquias de baixo investimento continuem ganhando relevância entre profissionais que desejam empreender com estrutura, suporte e menor barreira de entrada. Mais do que uma alternativa financeira, esse modelo vem sendo visto como uma forma de acelerar o ingresso no mundo dos negócios com base em processos já consolidados e maior capacidade de adaptação ao mercado atual.

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Jornalista - Kaísa Romagnoli -São Paulo/SP

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Jornalista - Kaísa Romagnoli -São Paulo/SP

Kaísa Romagnoli é jornalista com sólida experiência em comunicação estratégica e produção de conteúdo.

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