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Sabado, 06 de Junho de 2026

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Importações de fertilizantes batem recorde em 2025 com avanço de produtos de menor concentração

Estratégia de redução de custos no campo impulsiona compras de SAM, SSP e NP e eleva o volume importado pelo Brasil, apesar de preços elevados e margens apertadas

Importações de fertilizantes batem recorde em 2025 com avanço de produtos de menor concentração
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As importações brasileiras de fertilizantes[1] atingiram um novo recorde em 2025, considerando os principais produtos adquiridos pelo país. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, foram importadas 44,96 milhões de toneladas, volume 2,9% superior ao registrado em 2024. O desempenho indica que, apesar de um cenário marcado por relações de troca pouco atrativas e preços persistentemente elevados, a demanda nacional se manteve resiliente.

Em um ano de margens apertadas no campo, os compradores brasileiros adotaram estratégias para reduzir os custos de produção. Uma delas foi a priorização de fertilizantes de menor concentração de nutrientes, como o sulfato de amônio (SAM) e o superfosfato simples (SSP), em detrimento de produtos mais concentrados, como a ureia e o fosfato monoamônico (MAP).

Os dados mostram que, em 2025, as importações de ureia recuaram 7% em relação ao ano anterior. Em sentido oposto, as aquisições de SAM cresceram quase 28%. No segmento de fosfatados, as compras de MAP caíram aproximadamente 25,7%, enquanto as importações de SSP e de NP, alternativas com menor teor de fosfato, avançaram 22% e 31,7%, respectivamente.

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Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, a preferência por fertilizantes de menor concentração implica a necessidade de aplicação de maiores volumes no solo para garantir o suprimento adequado de nutrientes. “Ao optar por esses produtos, o agricultor precisa adquirir mais toneladas para atingir o mesmo nível de adubação, o que ajuda a explicar o aumento do volume total importado”, afirma.

Esse movimento ampliou a participação de SAM, SSP e NP no mercado brasileiro ao longo de 2025. A principal dúvida para 2026 é se esses produtos seguirão como prioridade nas decisões de compra dos importadores.

De acordo com Pernías, a escolha dos fertilizantes envolve uma combinação de fatores, como disponibilidade, preços, relações de troca e custo-benefício, sempre considerando a quantidade efetiva de nutrientes entregue por cada produto. “Não é possível afirmar se os fertilizantes de menor concentração manterão em 2026 a mesma representatividade observada em 2025. Contudo, com a proximidade do período de adubação nos Estados Unidos, rumores de suspensão de exportações chinesas, volatilidade nas negociações indianas e o risco constante de sanções comerciais, o comprador brasileiro tende a seguir atento às oportunidades, buscando reduzir custos e preservar a competitividade”, conclui.

[1] Amônia, ureia, SAM, NAM, MAP, DAP, SSP, TSP, , NP, enxofre e cloreto de potássio.

Sobre a StoneX

A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 70 escritórios pelo mundo, conectando mais de 300 mil clientes em 180 países. No Brasil, é especialista em desenvolver estratégias de gestão de riscos para proteger o lucro independente da volatilidade do mercado. Também atua em banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e ESG – consultoria de soluções sustentáveis.

Site institucional: https://stonex.com/pt-br

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