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Terça-feira, 07 de Julho de 2026

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Justiça determina que Caiado reduza equipe de segurança de 51 para 4 policiais militares

Decisão atende parcialmente ação do MPGO e estabelece prazo de cinco dias para adequação do efetivo

Justiça determina que Caiado reduza equipe de segurança de 51 para 4 policiais militares
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O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), deverá reduzir o número de policiais militares responsáveis por sua segurança e pela proteção de seus familiares. A decisão liminar foi proferida na segunda-feira (6) pelo juiz Vinícius Caldas da Gama e Abreu, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Goiás, atendendo parcialmente a um pedido do Ministério Público do Estado de Goiás.

Até então, Caiado contava com um esquema de segurança composto por 51 policiais militares. Com a decisão, o efetivo deverá ser reduzido para apenas quatro agentes, que poderão atuar de forma compartilhada entre o ex-governador e seus familiares, sem a criação de equipes exclusivas para cada integrante da família.

A ação do MPGO também envolve a ex-primeira-dama e pré-candidata ao Senado Gracinha Caiado e o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Marco Aurélio Godinho. O Ministério Público questiona uma portaria assinada por Godinho que ampliou o direito à escolta para familiares de ex-governadores e pede o ressarcimento de eventuais prejuízos aos cofres públicos.

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Na decisão, o magistrado reconheceu que a proteção aos familiares pode ser mantida, mas dentro do limite de quatro policiais militares previsto na interpretação adotada pelo Judiciário. Segundo o juiz, a extensão da segurança não autoriza a criação de estruturas paralelas ou ilimitadas.

Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente ao valor de R$ 300 mil.

"Caso seja necessária a proteção de familiares sem que haja a presença do ex-governador, será necessário o destacamento de policiais desse contingente de quatro", registrou o magistrado.

O juiz também destacou que a manutenção de equipes exclusivas para familiares reduziria o efetivo disponível para o policiamento ostensivo e aumentaria os gastos públicos.

Além da redução da equipe, a decisão determina que a Secretaria da Casa Militar adeque o efetivo em até cinco dias e apresente um relatório detalhado sobre os custos da segurança de Ronaldo Caiado, incluindo despesas com diárias, passagens, hospedagens, combustíveis, veículos oficiais e aeronaves.

Governo de Goiás se manifesta

Em nota, a Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) defendeu a legalidade da proteção concedida ao ex-governador e aos seus familiares.

Segundo a PGE-GO, a segurança é prevista pela Constituição Estadual e não representa um benefício pessoal ou discricionário.

De acordo com o governo, a proteção ao núcleo familiar decorre do entendimento de que familiares de ex-chefes do Poder Executivo também podem estar sujeitos a riscos em razão da atividade exercida durante o mandato, especialmente diante de ameaças de natureza política, ideológica ou relacionadas ao exercício da função.

A Procuradoria também afirmou que esse entendimento encontra respaldo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Redação Brasília Geral -DF

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