Considerado um dos sistemas financeiros mais modernos do mundo, o Brasil já está profundamente conectado aos ambientes digitais. Soluções inovadoras como o Pix mudaram o modo como os brasileiros movimentam dinheiro, tornando pagamentos e transferências instantâneos, 24 horas por dia, diretamente pelo celular. Além do Pix, os serviços bancários digitais ganharam espaço e confiança, contribuindo para que grande parte da população concentrasse suas operações financeiras na palma da mão.
Entretanto, toda essa inovação também chamou a atenção do lado oposto: o dos cibercriminosos. O setor financeiro brasileiro se tornou um alvo altamente atraente para ataques digitais sofisticados. Exemplo disso foi o ataque bilionário ao sistema financeiro nacional por meio da empresa C&M Software. Menos de dois meses depois, outro episódio abalou o mercado: a Sinqia, fornecedora de sistemas de “core banking”, foi invadida, e clientes como o banco HSBC teriam sofrido grandes perdas, com rumores indicando a transferência ilegal de mais de R$ 710 milhões desviados de duas instituições financeiras por meio do Pix. Os ataques reiteraram o risco de dependência de fornecedores estratégicos e a audácia dos golpistas.
Frente a esse cenário, a Apura Cyber Intelligence, empresa brasileira que atua com inteligência cibernética, organizou um webinar para debater em profundidade essas ameaças, detalhar como ocorreram os maiores incidentes recentes, examinar as táticas utilizadas pelos criminosos e apresentar as melhores práticas para prevenção e resposta a ataques no setor financeiro.
No painel, especialistas de alto gabarito compartilharam conhecimentos e experiências. Entre eles, Anchises Moraes, então Líder de Inteligência Cibernética na Apura, com mais de 25 anos dedicados à segurança da informação e ao combate a fraudes digitais. Ex-líder de inteligência no C6 Bank, Anchises destacou que “o fortalecimento dos ecossistemas digitais precisa ser acompanhado de visão estratégica e investimentos contínuos em inteligência, identificação preventiva e resposta rápida às ameaças cibernéticas”.
Também participou Pollyne Zunino, SWAT Deputy Coordinator na Apura, com sólida experiência em prevenção a fraudes no segmento bancário, que ressaltou: “Analisar padrões de ataque e investir no aperfeiçoamento das equipes técnicas são medidas essenciais para garantir resiliência às novas tentativas de fraude que surgem a cada dia”.
Outro nome presente foi Nilson Oliveira, COO da Apura, mestre em segurança da informação, com mais de 20 anos de experiência na arquitetura e operação de TI em ambientes de alta complexidade. Para Oliveira, “investir em uma estrutura robusta de segurança e na formação contínua de equipes é determinante para proteger clientes, parceiros e a reputação das instituições financeiras brasileiras”.
O webinar foi transmitido ao vivo, gratuitamente, pelos canais oficiais da Apura no LinkedIn e no YouTube, e representou uma oportunidade para líderes do setor financeiro, equipes técnicas, gestores de risco e interessados em cibersegurança aprofundarem o debate sobre a proteção do sistema financeiro nacional diante de desafios cada vez mais sofisticados.
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